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Meu perfil BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Livros |
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Escrevi esse texto em
Hoje, não me sinto assim em relação ao amor. Sinto-me impotente e perdida em relação ao trabalho e novas oportunidades.
Estou me formando e não sei como vai ser minha vida pós-universidade.
Sairei do emprego em maio e ainda não tenho muitas perspectivas. Pode ser cedo, mas diante do mercado em que estou inserida é um mau sinal...
Eu tenho tanto para falar e nada consigo expressar
Talvez a minha voz falte na hora que dela precisar
Talvez os gestos falhem quando você me olhar
Não sei mais o que posso para me acalmar
A vida parece sair pela janela e como pássaro voar
Talvez quando eu precisar de você, já não esteja lá
Talvez fosse necessário um alguém a mais para me amar
A vida parece sair de mim e pela brisa se espalhar
Talvez eu não consiga mais do que isso contar
A vida sem você parece uma tempestade no mar
Talvez eu tente sofregamente até a praia nadar
Mas,
A vida parece querer sempre me deixar
Não sei mais o que fazer para em ti me encontrar
Talvez os acontecidos não tenham sido suficientes para minha mente clarear
Talvez você não queira realmente me abraçar
A vida parece que quer de você me afastar
E eu vou seguindo, vendo a vida passar
E o tempo cada vez mais me machucar

Pensei que fosse capaz
De controlar meus sentimentos
Tudo se apagaria
Pensei que quando desse as costas
As lembranças se perderiam
Pensei, porém em vão
Não consigo me controlar
Não sei como dizer adeus
E minhas costas não me obedecem.
Com tanto amor,
Com tanta atenção e carinho
Não vejo a possibilidade
De me desprender dessa realidade
De me afastar de que me dá prazer.
Se algum dia alguém me perguntar
O que ganhei com essa situação
Responderia com firmeza
Que mesmo tendo perdido a tranqüilidade
Ganhei uma razão de viver
Ganhei um motivo para sonhar.
Acordo às manhãs sorrindo
Passo o dia levando na pele o seu cheiro
Carrego na lembrança suas palavras doces.
Mas, guardo no meu ser
As lágrimas que derramarei
Quando chegar o dia
Que você simplesmente irá
Irá para longe
A mim resta ficar, lembrar
E viver para mim as memórias
Da época em que fui feliz.
Escrito em Junho de 2004

Roubei de um blog que visitei...
Amigos,
Mudei de endereço. Fiz, enfim, a mudança que me leva para mais perto do Meu Anjo de olhos azuis. Estamos morando num apê maior e melhor.
Passei o final de semana carregando caixa, fazendo e desfazendo bagunça.
Junto a toda essa trabalheira desfiz muitas bagunças na minha cabeça, deixei preconceitos de lado, anseios de outro. Reciclei minha vida.
Estou tão feliz!
Às vezes mudanças são muito necessárias, principalmente quando são marcos para uma nova vida.
Ainda preciso exorcizar alguns fantasmas, alguns demônios. Porém, nada como o tempo para oferecer a oportunidade certa...

Passado, presente e futuro
Três tempos, três fases.
O que a gente foi não serve para o que a gente quer ser.
Pensamos aglutinando essas três dimensões.
Esperando, planejando, mudando.
As mudanças são necessárias e, às vezes, obrigatórias.
Mas, nem sempre bem vindas.
Perguntamo-nos: é realmente isso que quero, que gosto, que espero?
Olhamos para o passado com a esperança de que possamos aproveitar algo, sem precisar reciclar, apenas espanando a poeira e utilizando novamente.
Como a lembrança daquela noite inesquecível que se usa para levantar o astral.
Porém, a noite já acabou e as pessoas que nela estavam já não são mais as mesmas. Alguma até já causou mágoas ou morreu.
Também nos prendemos ao presente como se fosse único e imutável. Tentamos não pensar no futuro para não sentir o peso da idade, não lembrar que precisamos fazer aquela cirurgia, não termos que nos despedir das pessoas que amamos etc.
Alguns esperam o futuro com otimismo, outros com pessimismos e outros, ainda, nem esperam. Simplesmente, acontecem.
Na verdade, ninguém sabe ao certo qual a melhor forma de deixar o tempo passar.
Se deixamos ele nos pegar ou se vamos contra ele.
É uma luta constante.
Passado querendo ser conservado, presente querendo ser vivido e futuro querendo ser imaginado.

Aconteceu uma coisa ontem que me fez refletir sobre alguns aspectos.
Por que nós (empregados) encaramos os nossos superiores como se fossem carrascos cruéis e que nos consideram como burros de carga?
Por que é difícil montar uma equipe autônoma e integrada?
Qual a dificuldade que encontramos em expressar nossa opinião? Por que não conseguimos nos adaptar a um ambiente de trabalho aberto e democrático?
O que há de errado com o empregado brasileiro?
Por que a maioria só trabalha sobre pressão e chicotada?
Será uma herança cultural?
Acho que nossa cultura escravocrata e de exploração ainda nos domina, ainda nos rebaixa e nos tira a auto-estima.
Talvez, esse comportamento seja mais óbvio entre os nordestinos. Um povo negligenciado e discriminado que não luta para mostrar seus valores e qualidades.
Quantos nordestinos ocupam cargos de chefia na sua própria região? Quantos são comandados?
Não tenho todas as respostas...

Na próxima semana entrarei numa nova fase da minha vida. Estarei me mudando para um apartamento com o Meu Amor. Moraremos juntos, oficialmente. Um casamento...
Por isso, comecei a pensar no que devo mudar, nas coisas que passarei a fazer e nas que deixarei de fazer.
Penso na minha família., na minha mãe, no curso das nossas vidas.
Considero-me sortuda por ter encontrado uma pessoa tão especial, apesar dos trancos e barrancos. Mas, ao mesmo tempo, não gostaria de me sentir uma visita na casa dos meus pais. Como conciliar isso, eu ainda não sei.
As minhas responsabilidades também vão aumentar. Tenho uma casa para cuidar, um “marido” para zelar... A sina de toda mulher. Porém, faz parte do acordo dividirmos as tarefas, o que, no fundo, sei que não vai acontecer. C’Est la vie.
O problema é que nunca fui dada a dona de casa. Essa palavra me causa calafrios. Como qualquer mulher que se acha moderna, eu não quero esfregar minha barriga no fogão, nem andar com as minhas mãos ásperas de tanto lavar roupas e pratos.
Contudo, acredito que a verdadeira mulher moderna é aquela que consegue conciliar família, trabalho, realização pessoal, amor. Pois, nós não deixamos de ser mulheres, apenas aperfeiçoamos nossas habilidades. Mas, será que é esse o meu caso? Talvez eu tenha que pagar para ver. Qual será o preço pago?
Só espero não perder a graça...
Ao Meu Amor
Ana Carolina
2 Bicudos
Composição: Totonho Villeroy
Quando eu te vi andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar
E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar
Por mais que eu durma, eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar
Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo
Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arestas pra aparar
Mas é que o meu desejo não deseja se calar
Até os erros já parecem ter sentido
Não sei se eu traí primeiro ou fui traído
Não te pedi uma conduta exemplar
Mas é que a sua ausência é o que me dói no calcanhar
Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar
Será sempre será
O nosso amor não morrerá
Depois que eu perdi o meu medo
Não vou mais te deixar

Hoje é Dia Internacional da Mulher. 08 de março.



Deveríamos usar esse dia para lembrar a luta que as mulheres vêm travando há séculos pelo seu lugar ao sol.
Acho que poucas pessoas (principalmente as mulheres) sabem por que foi escolhida esta data para representar o Dia da Mulher.
Neste dia, em 1857, na cidade de Nova Iorque, cerca de 300 mulheres, funcionárias de uma fábrica têxtil, fizeram uma greve para reivindicar a redução da carga de trabalho, que na época era de 16 horas. Porém, permaneceram na fábrica. Ninguém sabe dizer o que realmente aconteceu, se foi crime ou não. Mas, a fábrica começou a pegar fogo com as mulheres trancadas dentro. O saldo de mortos foi de 130 mães de famílias, jovens noivas, senhoras cansadas, mulheres querendo melhores condições de vida. Em 1910, numa conferência, uma data foi discutida para representar as lutas femininas e em 1975 numa convenção da ONU, o dia 08 de março foi escolhido para ser o Dia Internacional da Mulher.
Desde esse acontecimento em 1857, muitos direitos foram conquistados. Mas, ainda há muitos a conquistar. Um dos que considero mais importante foi o direito ao voto, que no Brasil foi reconhecido na Constituição de 1934. Nesse momento, a sociedade masculina percebeu que as mulheres poderiam decidir, tinham opinião e poderiam expressá-la através do voto.
Contudo, depois de tanto tempo, ainda não conseguimos nos valorizar como seres pensantes e de idéias brilhantes. Nós mesmas somos machistas. Nós não conquistamos a nossa auto-estima. Rebaixamos-nos e muitas vezes nos mostramos apenas como meros objetos sexuais. A valorização do corpo e da beleza tem ultrapassado limites nunca antes vistos. Não importa se sou inteligente, discuto política, economia e problemas sociais. Não importa se conquistei minha independência financeira e sou resolvida no amor. O que importa é que tenho que ter 82 cm de busto, 67 cm de cintura e 92 cm de quadril, pesar 55 kg, ter 1,75 m de altura e ser loira. Mas, não sou. E não sei dizer, com certeza, se felizmente ou infelizmente. É uma pena. Pena maior é perceber que muitas correm atrás dessa valorização meramente sexual. Quantas Scheilas, Carlas, Feiticeiras, Salva-vidas existem por aí? E não param de aparecer novas.
Quantas mulheres usam o dia 08 de março para refletir? Quantas lutam, não para ocuparem o lugar dos homens, mas sim, o seu? Quantas conseguem dividir com o seu parceiro os trabalhos de casa?
Porque apesar de termos conquistado o voto, uma profissão, a liberdade sexual (sic), ainda temos que limpar, cozinhar, parir... E não falei da discriminação no ramo profissional. Eu como mulher, com diploma e emprego não ganho o mesmo que o meu antecessor. Por que será? Mas, isso fica para outro papo...
Antes de lerem,digam-me o que acharam do meu novo template? Eu achei muito lindo com os dois animais que mais gosto.
Ainda não falei sobre o filme Menina de Ouro, o grande ganhador do Oscar esse ano.
Eu assisti antes da premiação e já sabia que, se ele não ganhasse, pelo menos merecia muito. Foi um filme sensível, com personagens inquietos e frustrados mais que não perdiam a chance de fazer humor até com um hambúrguer. E a construção do laço entre o treinador e a boxeadora foi perfeita, sem exageros, sem excessos... Tudo bem. Admito que teve alguns estereótipos carregados como o da boxeadora má e sem escrúpulos. Mas, acho que Clint Eastwood fez isso para poder chamar mais atenção nas cenas que interessavam. Como as dele na Igreja, ou chegando em casa e encontrando as cartas devolvidas. A cena em que ele conta o significa da expressão “Mo Cosulacht” é linda. Um filme que vale a pena ser assistido para mostrar o quanto podemos ganhar e perder na vida.
Esses dias, andei pensando em mim.
Estou no último semestre da faculdade.
Tenho trabalhos a terminar. Muitos.
Preciso de férias, descanso, isolamento.
Quero fugir dessa vida que escolhi.
Quero olhar para dentro de mim,
Como fazia na adolescência.
Quero me perguntar como posso melhorar.
Refletir, imaginar, programar mudanças.
Encontrar falhas, achar soluções.
Relaxar.
Quero um tempo para mim.
Quero sentar num jardim,
Olhar as flores e as borboletas
Ter o pensamento livre,
E simplesmente voar...

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Casa no Campo – Elis Regina
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